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João Batista e a fé messiânica.

 
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O quérigma, anúncio fundamental do Evangelho, proclama a salvação realizada com a morte e ressurreição de Jesus. A pregação de João Batista não foi o quérigma, mas ele preparou a vinda do Messias esperado, propondo a conversão e penitência. Sua função messiânica já estava no sentido do nome ‘João’: Deus dá a graça! Batizar era ritual comum de purificação no judaísmo.


A pregação de João se concretizava nesta purificação e ele ficou conhecido como o batizador. Depois, o anúncio cristão do quérigma associou o início do ministério de Jesus ao batismo joanino. Em Atos 10,37 o apóstolo Pedro relembra: “Vós sabeis o que se passou em toda a Judeia, começando pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Deus ungiu com o Espírito Santo e com poder a Jesus de Nazaré...”. São Paulo atesta: “Ele, o precursor, havia preparado a chegada de Jesus pregando ao povo de Israel um batismo de penitência. Ao término de sua missão, dizia: ‘não sou aquele que vós pensais que eu seja; mas vem após mim aquele, cuja sandália eu não sou digno de desatar”, At 13,24-25. Logo, o pregador do deserto conheceu o Messias esperado e conscientizou-se de sua relação vocacional com ele, mas não teve a “fé pascal” do quérigma.
Os intérpretes dos textos bíblicos (exegetas) opinam que o Batista teve que percorrer e crescer no seu caminhar na fé. João Batista assumiu o discurso dos profetas antigos ao reprovar em
público o casamento adúltero e incestuoso do rei Herodes, isso custou a sua vida.
A expectativa da chegada do Messias exigia uma preparação convertedora (metanoia) e foi um quérigma indireto que fez de João o primeiro profeta do Reino messiânico, “voz do que clama
no deserto”: preparai o caminho do Senhor...! (João 1,23). Ele viveu radicalmente essa fé. A coragem, o estilo de vida penitente, as invectivas veementes contra a corrupção das elites civis e religiosas agrupou seus discípulos, mesmo após a sua decapitação por Herodes.
Deus escolheu João Batista e elege cada um de nós. Cremos no projeto divino de amor que nos personaliza na vocação messiânica de “precursores” do seu Reino. O ano do laicato incentiva nossa luta. Suspiramos por um Brasil ético. Buscar o Brasil ético num ano eleitoral já
turbulento sob a nefasta divisão ideológica do “nós e eles”, é ser sal da terra e luz do mundo.
Escutando a voz de João, seremos fiéis antes de tudo à justiça do Evangelho, para que todos
tenham acesso à saúde, educação, segurança, emprego e demais direitos civis.

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R.
Revista de Aparecida Junho-2018
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