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Descrição do Manto de Nossa Senhora de Guadalupe

 
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Descrição do manto de Nossa Senhora de Guadalupe

O Ayate (Tilma de Juan Diego) – Foi fabricado de “Ixtle” – fibra de maguey, e mede 1,68 x 1.05 e sua textura aberta é a mais inadequada para uma pintura. Além disso a sagrada imagem esteve sem proteção de um vidro por mais de 116 anos; são poucas as deteriorizações que sofreu. Do ayate de S. Juan Diego nasce um novo povo; unido por nossa Patrona Santa Maria de Guadalupe.
Importância da data da aparição – No ano de 1531, ano da aparição de Na. Sa. de Guadalupe, chamado em Náhuatl (língua indígena) “Ano Matlactli ihuan yei Actl” que quer dizer “Ano 13 carrizo” que vai de 2 de fevereiro de 1531 a 1 de fevereiro de 1532 é um anos especial. E em 1531 aconteceu a conjugação de Vênus – Quetzalcóatl tendia à plenitude da trezena de dias e a trezena de anos; para o Tenochca o número 13 é o numero perfeito, cheio de plenitude; é o nascimento do Sol.
A pintura – O erudito alemão Richard Kuhn em 1938, a pedido do Dr. Ernesto Sodi Paliares, descobriu que a pintura não tem corantes de tipo mineral, vegetal ou animal e que no século XVI não se conheciam os corantes sintéticos. “Surpreendente”. “Na tilma do pobre Juan Diego… pincéis que não são deste mundo deixaram pintada uma imagem dulcíssima”, descreveu o papa Pio XII.
Cabelos da Virgem – É de cabelo solto com uma divisão ao meio, que assim usavam as moças virgens, já que as indígenas casadas o usavam com duas tranças entrelaçadas dos dois lados.
Olhos da Virgem – Por meios científicos de uso de técnicas mais modernas de computação digital o Dr. J. Aste Tonsman descobriu a presença de 13 pessoas em ambas as córneas dos olhos da Virgem. O pequeno diâmetro das córneas e o material rústico do ayate tornam impossível de pintar esses detalhes com as mãos do homem.

DETALHES DOS OLHOS:
O tamanho tão pequeno das córneas na imagem, cerca de 7mm a 8mm, descartam a possibilidade das figuras dos reflexos terem sido pintadas sobre os olhos. Devemos também ter em conta que o tecido, feito de fibras de Maguey, sobre qual a imagem foi estampada, é extremamente rudimentar e apresenta poros e falhas na costura, por vezes, maiores que os das córneas da imagem. Se com a tecnologia de que dispomos hoje é impossível criar ou reproduzir uma figura com tanta riqueza de detalhes, imagine para um artista no ano de 1531.
Os estudos dos olhos da Virgem de Guadalupe resultaram na descoberta de 13 pequenas imagens. Mas a surpresa não para por aí.
Primeiramente ampliou-se 1 mm da imagem 2.500 vezes. Um destes pontinhos microscópicos corresponde à pupila do Bispo Zumárraga (Que está por inteiro na pupila da Virgem) e foram ampliadas outras 1.000 vezes. Nela encontra-se novamente a imagem de Juan Diego mostrando o poncho com a imagem da Virgem de Guadalupe.
A imagem de (4)Juan Diego aparece duas vezes. Uma nos olhos da Virgem e outra nos olhos do Bispo que está nos olhos da Virgem.
Existe uma hipótese que diz que estas 13 figuras querem trazer uma mensagem da Virgem de Guadalupe para humanidade: que perante Deus, os homens e mulheres de todas as raças são iguais. Na opinião do doutor Aste, as figuras de 7 a 13 (grupo familiar indígena) são as mais importantes, pois estão no centro dos olhos, o que significa que a família é o centro do olhar compassivo de Maria. Poderia ser um convite da Virgem de Guadalupe a nos aproximarmos de Deus em família, especialmente nestes tempos em que está sendo tão desprezada e atacada.
O Dr. Aste, afirma que quando São Juan Diego foi recebido pelo (2) Bispo Zumárraga, a Virgem Maria estava presente; invisível, mas observando toda cena. Isto explica porque estão refletidas em seus olhos as imagens presentes. Quando São Juan Diego abriu o poncho e caíram as rosas, a imagem estampou-se, e em seus olhos levava o reflexo de todas as pessoas que testemunharam o milagre. Desta maneira, Deus quis nos deixar uma “fotografia” desta impressão milagrosa.


O Rosto da Virgem – Seu rosto não é espanhol nem indígena, mas mestiço, de uma jovem ao redor dos 16 anos; é uma nobre profecia sobre a fusão de duas raças; em 1531 não havia jovens mestiças dessa idade. Entre os indígenas olhar de frente era ofensa, por isso ela não nos está olhando de frente, mas com a cabeça inclinada, que significa em náhuatl “itla toloa” e nos diz que não somos seus escravos, que sempre está pensando em nós e nos ama.
Raios – Há uma aura luminosa que rodeia a Virgem, como se saísse do seu ventre. Raios de Sol anunciando a chegada de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Para os Tenochcas o “ollin Tonatiuh” (Sol em movimento) e a Virgem o irradia para o bem de todo a Criação. Os raios em forma de flecha se relacionam com a elevação espiritual. E os ondulados com Quetzalcóatl (serpente) raios de Vênus.
Boca – A boca da Santíssima Virgem se acha pintada sobre um defeito do ayate, mas é anatomicamente perfeita. É pequena e parece começar um leve sorriso.
As mãos da Virgem – Com as mãos juntas a Virgem está em constante oração. Acredita-se que está fazendo uma casinha, referencia a “Sua casinha sagrada de Tepeyac”, a fundação de uma nova nação, a fusão de duas culturas.
Cintos – vestimento de uma mulher nobre – A faixa negra na cintura é sinal de gravidez que as mulheres indígenas usavam acima da cintura. O cinto terminado em ângulo e caindo para frente tem referencia com o pensar Tenochca, de cingir-se assim os deuses e deusas. E é um símbolo de fim de ciclo.
Tepet e tepétis – Significam forma de falar e de cantar como aparece nos códices e significa que está dando uma mensagem universal para a humanidade.
O Oval – No peito se encontra um oval que é idêntico ao das estátuas dos deuses que portam sobre o peito, como sua própria alma que lhes dá a vida, no meio há uma cruz negra. Esta cruz recordaria o Nahuiollin o quarto movimento que produz o sol, máxima energia dos Anahuacans.
Flor de 4 pétalas – Para as culturas indígenas esta flor na altura do vente indica: os 4 pontos cardeais, as 4 estações do ano, 4 épocas passadas, esperando o Regresso de Quetzalcoatl, o quinto sol em plenitude (ano 13 Acatl, conjunção de Vênus), que coincide com o solstício de inverno de 1531. Também viram nesta flor o símbolo o símbolo de Omeyocan (a morada de Deus. Pai e Mãe) e que assinalava para o indígena que a Virgem trazia consigo o nascimento de Cristo. Mãe do menino Sol, que o traz para que nasça aqui. Tudo era altamente simbólico no contexto da Sagrada imagem, por isso sua alegria não teve limites ao constata-lo através da maravilhosa proclamação inculturante do Acontecimento Guadalupeano.
Flor de 8 pétalas – Há flores de 8 pétalas que são oito conjunções do Sol e Vênus, que coincidiam a cada 104 anos solares que equivalem a 65 anos de Vênus. O ano sagrado de 260 dias, o ano solar de 365 dias e o ano de Vênus de 584, os três calendários coincidiram com a chegada da Virgem de Guadalupe e com esta data de 12 de dezembro de 1531 o homem e o universo se encontravam para começar de novo.
O manto da Virgem de cor azul esverdeado – O azul do manto adornado de estrelas, representa o céu. Tem 46 estrelas de oito pontas em u. Cientificamente as estrelas do manto estão na posição como estava o firmamento em 12 de dezembro de 1531segundo o programa de computação “Distant Suns”. Coincide com o nascimento do Sol, o regresso de Quetzalcátl.

As Estrelas do Manto
12 de dezembro – Solstício de inverno
Na terça-feira, 12 de dezembro de 1531 de nosso calendário (Calendário Juliano), ou 22 de dezembro do Calendário Astronômico dos indígenas, aconteceu à aparição da Virgem de Guadalupe no poncho de São Juan Diego. Na manhã deste mesmo dia, ocorreu o solstício de inverno que para as culturas pré-hispânicas significativa o sol moribundo que recobra vigor e retorna à vida.
12 de dezembro de 1531, pela manhã do solstício de inverno
Para os indígenas, o solstício de inverno era o dia mais importante de seu calendário religioso. O sol vencia as trevas e ressurgia vitorioso. Não é coincidência que a Virgem tenha apresentado seu Filho justamente neste dia, ficando claro para os índios que aquele que ela trazia em seu seio era o verdadeiro Deus.


Túnica da Virgem – A túnica é de cor roxo rosado, e representaria a terra. Contem figuras em cor de ouro, que é o metal divino, é uma mensagem divina com flores; entre elas há nove arranjos com flores, que podem significar os 9 povos que saem de Aztlan para fundar a grande Tenochtitlan, segundo narra o códige de 1576.
A Lua – A Virgem está de pé dando um passo sobre a Lua, toda ela é um Sol, e que dançando fertiliza e produz a vida com as diferentes estações. A Lua se refere ao nome de “éxico-Tenochtitlan”, e com uma nobreza que não é escravizante, nos dá o apoio do sexto Sol ao povo do México.
Significado em Náhuatl de México: O umbigo da Lua
Sapatilha – A sapatilha direita da Virgem aparece sua ponta sobre a Lua, é de uma cor similar ao da túnica.
O significado de Guadalupe – Possível etimologia do significado Tié-Cuauh-tiacup-euh = A que vem do Oriente como o Sol. Ou a que procede da região da luz, como a “Aguia de Fogo”.
O pequeno Anjo – O pequeno anjo que aparece aos pés da Virgem poderia ser um guerreiro-águila (Cuauhtli-Ocelotl) que pertence ao Exército do Sol, e representa o povo do Sol, tem asas de águia ; simbolo do fundador da Grande Tenochtitlan (a águia devorando uma serpente). Ele tem as mãos para cima como os indígenas representavam os deuses; com uma mão segura o manto e com a outra a túnica, com isto comunica a terra com o céu e é o simbolo de São Juan Diego Cuauhtlatoatzin (o senhor que fala como a águia). “O homem fiel e verdadeiro que nos ensina o caminho que leva á Virgem Morena do Tepeyac”, palavras do Papa João Paulo II. As cores de sua plumagem e túnica são cores semelhantes das vestes da Virgem.
Cabelos do Anjo – Uma das características dos “macehuales” (gente do povo) era cortar os cabelos; isso significava “ser merecido pelo sangue de Deus”. Os batizados usavam então essa marca e os de ordens religiosas eram tonsurados. Para diferenciar as diferentes classes sociais os indígenas rasuravam a cabeça com diferentes estilos. A iluminação do Anjo vem diretamente do corpo da Virgem Maria e ilumina a parte superior de sua cabeça e braços.
As nuvens – Para os Tenochcas, as nuvens que rodeiam a imagem, as associam com a altura, a elevação do espírito e anunciam o divino. “A chegada da Nova Era” em que Ometéotl desce ao México, de onde “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”, efetivamente a chegada de Jesus Cristo Filho de Deus.
Adornos da Túnica – Os desenhos dos adornos florais nascem do manto da Virgem, que significaria o Céu, como pintam os tenochcas e significa um Rio que sulca os campos para rega-los e produzir alimentos e dar a vida. As folhas e flores que saem do desenho são o símbolo do fogo novo Atl-Tlachinolli “Água queimada”, uma das metáforas da guerra. Este símbolo assume todo um passado, porque ali surge um povo novo, guiado por Maria que é a mãe de Ometeótl, triunfadora da guerra que não destrói. O desenho tem uma flor em botão, que significa a insistência da mensagem e remata com uma grande folha em forma de Tepétl. A túnica tem cinco classes de flores:

1. De quatro pétalas, que é a mais importante e que representa o Menino Sol.
2. 8 flores de 8 pétalas que representa a conjunção do Sol e Vênus.
3. Flores em botão.
4. Flores que estão nascendo nas bordas dos Tepétls.
5. Flores que representam a Vênus.



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