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ENCONTRO DE PADRES NOVOS NA DIOCESE

 
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PADRES NOVOS SE REUNEM COM DOM PEDRO CARLOS


Na segunda, dia 29, os padres da nossa Diocese com menos de 5 anos de ordenação se reuniram no primeiro encontro de padres novos. O encontro contou com a presença de 15 padres de nossa Diocese, além da presença do Pe. Candido Eduardo da Costa, coordenador do Conselho de Presbíteros e padre referencial para auxilio e acompanhamento dos padres novos. O encontro foi no colégio das Dominicanas em Amparo e foi conduzido pelo nosso bispo Dom Pedro Carlos Cipolini, que rezou missa logo pela manhã para as irmãs.

Após o café, já com a presença de todos os padres, houve um momento de oração e a palavra de Dom Pedro Carlos (leia as considerações feitas por ele logo abaixo). Em seguida os padres se dividiram em grupo para um momento de conversa, após, já com todo o grupo reunido, houve um momento de partilha. O encontro encerrou-se com o almoço.

O encontro de padres novos é um dos pedidos contidos no Diretório dos Presbiteros. É um momento de integração, partilha e fortalecimento da vocação.




ENCONTRO COM PADRES NOVOS
Amparo 29.04.2013
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
D. Pedro Carlos Cipolini – Bispo de Amparo


1. Deixar-se guiar pela Palavra de Deus e o encontro pessoal com Cristo.
É necessário viver da Palavra e para a Palavra de Deus. O que nós anunciamos deve partir de dentro, a fim de não ser um pregador vazio. Quanto mais mergulhados no labor pastoral, mais precisamos estar enraizados na Palavra. Precisamos passar de uma compreensão instrutiva da palavra, para uma compreensão comunicativa da revelação, da salvação. A Palavra de Deus não se revela somente para instruir sobre as realidades da fé, mas para comunicar a salvação no encontro com uma pessoa: JESUS.
2. Estar atento aos sinais dos tempos e indicações do desígnio de Deus.
Acolher, rezar e guardar a Palavra de Deus nos faz capazes de ajudarmos as pessoas na dureza da vida. A Palavra de Deus é indispensável para formar o coração de um bom pastor. Assim formado ele se torna capaz de “distinguir os sinais dos tempos”. O presbítero é como o pai de família e deve ser providente, previdente, e provedor de seu povo. Se não nos mergulharmos na Palavra e na oração estaremos mais voltados parra nós mesmos e não seremos de serventia para o povo. Às vezes paramos na adolescência, naquilo que ela tem de característico: o estar voltado para si mesmo sem perceber o que se passa ao nosso redor. Devemos perguntar sempre: “Senhor o que quereis e esperais de vosso povo a mim confiado?” É preciso olhar a vida e missão dos profetas e apóstolos e perceber a necessidade de estar no meio do povo para ajudá-los a descobrir a vontade de Deus.
3. Viver o ministério presbiteral como serviço a Deus na pessoa dos irmãos.
Somos enviados como representantes de Cristo Servo. Nossa vocação é o serviço, por isso somos os presidentes, os “maiores” na comunidade. Se tirarmos esta perspectiva do serviço, nossa vocação e missão se esvazia. Se a vida do presbítero não estiver assentada no fundamento do serviço, se não dermos o testemunho da caridade pastoral vivida na humildade, simplicidade e paciência, podemos nos reduzir a funcionários, perdendo a credibilidade junto aos fiéis. Nossa segurança deve estar naquele que se fez pobre, se identificou com os pobres para enriquecer a todos com sua pobreza. Uma vida no serviço, na entrega aos irmãos por amor a Deus é uma vida de pobreza: bem-aventurados os pobres porque deles é o Reino de Deus. Esta bem-aventurança é também para os presbíteros.
4. Ter coração missionário, aberto á exigência evangélica da missão.
A missão é a razão de ser da Igreja. Todo discípulo deve ser missionário a exemplo de Jesus o missionário do Pai: meu alimento é fazer a vontade do Pai! A missão nos desinstala, nos faz inquietos enquanto não vemos Jesus conhecido e amado; Venha o teu Reino! Ser missionário não é tarefa opcional para o presbítero, mas parte integrante de sua identidade, aliás, da identidade de todo batizado. O presbítero não pode guardar para si o tesouro de graças que recebeu: “Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos...”(Lc 14,21-23).
5. Valorizar a comunhão presbiteral e o trabalho pastoral de conjunto.
Quem quer trabalhar sozinho não consegue ir muito longe. O trabalho pastoral deve ser realizado em conjunto: “onde um risca o outro corta”. A união do presbitério em torno do Plano de Pastoral”, confere força e eficácia ao trabalho, pois o que um planta o outro colhe, o que um colhe é de todos e distribuído entre todos. Jesus quis a “equipe” dos doze e os formou para trabalharem na unidade: “que seja um Pai como nós somos um “. Que nenhum irmão seja excluído de nosso amor! Em nossas veias corre o sangue do Presbitério no qual ingressamos no dia de nossa ordenação presbiteral.
6. Estar atento à “vontade do Pai” como esteve Jesus e ao relacionamento com o Bispo.
Precisamos ter uma confiança absoluta em Deus Pai, colocar-se em suas mãos durante toda nossa vida. “O diabo mantém muita gente na escravidão por toda a vida, jogando com o temor da morte e de toda privação física, psíquica e social” (Card. Martini). Existem muitas maneiras de não confiar na Divina Providência, rejeitar o caminho para o Pai, o mais profundo em nosso inconsciente é a rejeição da morte: não queremos nos entregar não queremos imitar Jesus na cruz: “Pai em tuas mãos entrego meu espírito”. Vivemos em uma sociedade que proclamou a morte de Deus, a morte do Pai... e no entanto somos chamados de pai (padre). Como exercer a missão de ser pai se rejeitamos em nossa vida a figura do pai, o ser pai. A vontade de Deus se manifesta nas circunstâncias da vida... mas no nosso caso, também nas indicações daquele que representa o Pai para nós: o bispo, pai na fé! A rejeição da figura do pai em nossa sociedade, gerou uma multidão de solitários e uma sociedade líquida. Nela não se combate mais o Pai mas se vive como se ele não existisse:indiferença.
7. Devoção a Maria como mestra no itinerário da fé.
Maria, a mãe de Jesus é sempre uma estrela na vida do sacerdote. Se ela foi a mãe do sumo sacerdote, ela o é também daqueles que exercem seu sacerdócio a partir de seu filho. Ela deve ser a nossa amiga certa nas horas incertas. Devemos recorrer sempre a ela: “servus Mariae nunquam peribit”!
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