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DIOCESE DE AMPARO NO ENCONTRO NACIONAL DA PASCOM EM APARECIDA

 
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Com o tema “Comunicação, desafios e possibilidades para evangelizar na era da cultura digital”, aconteceu, entre os dias 24 e 27 de julho, em Aparecida – SP, o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação e o 2º Seminário Nacional de Jovens Comunicadores. A Diocese de Amparo esteve representada por três participantes, Adilson Jorge e Giovana Gabriel, membros da Pastoral da Comunicação (Pascom) da paróquia São Sebastião em Amparo e John Torres, coordenador da Pascom Diocesana. O objetivo principal do encontro foi articular, animar e motivar a Pascom da Igreja no Brasil, tendo presente a cultura gerada pelas novas tecnologias de comunicação como a internet e as redes sociais.

O número crescente de participantes demonstra que cada vez mais paróquias e dioceses estão entendo a importância da comunicação na evangelização e olhando com mais atenção para as possibilidades que as novas mídias podem trazer à transmissão do evangelho. Em 2008, primeiro encontro nacional da Pascom, foram 140 participantes. No segundo encontro, em 2010, foram 400 pessoas. O terceiro encontro, realizado em 2012 reuniu cerca de 600 pessoas e no 4º, realizado em julho de 2014, mais de 900 inscrições foram registradas.

DESAFIOS E POSSIBILIDADES

O padre Antonio Spadaro, doutor em teologia, diretor da revista Civiltà Cattolica e escritor na área da Web foi o responsável pela conferência de abertura e falou sobre como a internet pode ser usada na evangelização. “A internet não existe, o que existe são as pessoas. Comunicar hoje é conectar-se, é estar em diálogo, e isso vem totalmente de encontro à proposta cristã”, disse. Para Spadaro, a Igreja não é chamada a ser moderna, mas interpretar teologicamente a rede e compreender como essa realidade está presente no plano de Deus para a humanidade. “Esta é a tarefa para a qual fomos chamados”, acrescentou.

Outro ponto bastante abordado pelos padres, bispos e especialistas na área de comunicação que debateram o tema foi a formação e especialização permanente dos agentes da pastoral da comunicação, tanto em âmbito nacional, diocesano, paroquial e comunitário. “Os envolvidos nas pastorais de comunicação devem estar cientes de que estão realizando um trabalho de evangelização, sendo assim, precisam estar constantemente atualizados, conhecendo as novas tecnologias para poder extrair o máximo de cada ambiente”, frisou o padre Carlos Sávio Ribeiro, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

ESPIRITUALIDADE DOS MEMBROS DA PASCOM

Os participantes do encontro, durante todo o evento, participaram de momentos de espiritualidade como adorações ao Santíssimo e celebrações eucarísticas. A missa oficial de ação de graças, presidida pelo bispo auxiliar de Aparecida, Dom Darci José Nicioli, aconteceu no sábado, 26 de julho, no santuário nacional e foi transmitida pela TV Aparecida.

“Temos que querer servir, ser instrumento, e aí a transformação acontece”, disse o padre Alexandre Brandão em sua fala durante um dos seminários. “Os agentes da pastoral da comunicação precisam ter uma espiritualidade e profunda intimidade com Deus, pois ninguém oferece aquilo que não tem. Precisamos estar em comunhão com Deus, com a Igreja, com os bispos, com a diocese e com os planos de pastoral da nossa diocese, e o mais importante, estar em comunhão com as outras pastorais”, complementou.

DIRETO DE ROMA

Aproveitando as possibilidades que a internet e os meios de interação a distância disponibilizam, os participantes participaram de uma videoconferência com Dom Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as comunicações sociais, direto de Roma. Dom Celli falou sobre as mudanças socioculturais provocadas pelas tecnologias digitais e frisou que “o documento de Aparecida diz que cada discípulo é missionário, e aqui está um dos maiores desafios da nossa evangelização. Precisamos dar testemunho, pregar com a nossa vida em primeiro lugar”. Ainda em sua fala, o presbítero enfatizou que “o mundo atual pode produzir infinitas opções de prazer, de entretenimento, porém não é capaz de conduzir a pessoa à verdadeira felicidade. É aí que os comunicadores a serviço de Deus devem agir, identificando as necessidades de cada um e oferecendo uma palavra de conforto, de apoio”, conclui.

TESTEMUNHOS QUE COMUNICAM

Em um mundo cada vez mais individualista, onde as pessoas são tratadas como números, uma das formas mais eficazes de comunicação é o testemunho de vida. Segundo Elson Faxina, jornalista e doutor em Comunicação, “a pessoa não quer ser número, ela quer ser indivíduo, quer se sentir parte, útil, quer ser protagonista do que está acontecendo”. De acordo com o jornalista, a partir do momento que o indivíduo sente-se parte de um ambiente, seja diocesano, paroquial ou comunitário, ela entrega-se ao trabalho, por menor que seja. “O trabalho pode ser pequeno, mas o sentido deve ser grande”, diz.

“A sociedade precisa de testemunhos, de pessoas que vivem o que pregam. É uma sociedade que pensa com os olhos e a partir do que vê. O membro da pastoral da comunicação deve ter espiritualidade, intimidade com Deus e pregar o evangelho com a vida. A credibilidade é a principal ferramenta de trabalho do comunicador, sendo assim, temos que ser coerentes com o que falamos, essa é a primeira comunicação”, conclui Faxina.

FRANCISCO, O COMUNICADOR DO ANO

O Papa Francisco, indicado pelo Instituto Europeu Terceiro Milênio como comunicador do ano por se comunicar de forma “simples e clara, buscando chegar o quanto possível a mais pessoas, transmitindo uma mensagem autêntica, justamente como se sente no coração”, foi lembrado em diversos momentos do encontro em Aparecida. O padre Spadaro lembrou que o pontífice apresentou uma mudança de paradigmas na forma de se comunicar logo no dia de sua eleição. “Aquele que vinha para dar a bênção aos que estavam na praça se inclina e pede que o povo reze por ele. Comunicação não é mais o envio de uma mensagem, mas a interação. Não há comunicador e receptor, e sim interações. A comunicação de Francisco se dá com a totalidade do ser não somente com a palavra, mas no olhar, nos gestos, no sorriso, em seu rosto”, comentou.

Para Adilson Jorge, jornalista e membro da Pascom da paróquia São Sebastião em Amparo, a Pastoral da Comunicação tem um papel ímpar na atividade da Igreja. “Não é uma pastoral apenas de conteúdo, mesmo que dele se utilize, mas de testemunho de fé. O Encontro em Aparecida nos fez ter ainda mais clareza do nosso trabalho e de sua importância missionária, anunciando o Evangelho a todos e nas fronteiras para uma verdadeira Cultura do Encontro".

“Entramos em contato com pessoas de diversos lugares do Brasil, com realidades totalmente diferentes das encontradas em nossa diocese, porém pudemos notar que os desafios da comunicação nas igrejas são semelhantes e que as possibilidades são inúmeras para levar a mensagem de Cristo aos corações. Precisamos agora trazer todo o aprendizado que absorvemos em Aparecida para a nossa realidade e nos articular, em âmbito diocesano, forânico e paroquial, para pôr em prática tudo o que Deus colocou em nossos corações durante esses dias de formação”, diz John Torres, jornalista e coordenador da Pascom Diocesana. “Precisamos de uma equipe unida e que tenha o mesmo objetivo, evangelizar através dos meios de comunicação. Para isso, contamos com o apoio de nosso bispo, dos padres e principalmente dos agentes das diversas pastorais que compõem a diocese de Amparo”, finaliza.

Fonte: DIOCESE DE AMPARO
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