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IMPORTANTE: ENCÍCLICA 'LUDATTO SI'

 
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VATICANO, 18 Jun. 15 / 01:48 pm (ACI).- A nova encíclica do Papa Francisco “Laudato Si” publicada nesta quinta-feira, denuncia alguns problemas atuais que afetam o planeta e também é um claro chamado à mudança de atitudes e tendências negativas dentro da vida de cada pessoa. Nesse sentido, o Papa escreve a cristãos e a todos os homens, pois todos somos responsáveis pela ´Casa Comu´ que é a Criação.

O Pontífice propõe cinco formas concretas para esta mudança de atitude. No sexto capítulo, o último do documento, assinala: “Antes de tudo é a humanidade que precisa mudar”.

Segundo o Santo Padre: “Nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degradação, podem também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para além de qualquer condicionamento psicológico e social que lhes seja imposto. Enfim, são capazes de começar novos caminhos rumo à verdadeira liberdade”.

Estas são as
cinco chaves de mudanças de atitudes propostas na “Laudato Si”:


1.- Ser agradecido e praticar a gratuidade:

O Papa Francisco pede que “todo cristão reconheça o mundo (a criação) como um dom recebido do amor do Pai, isto tem como consequência atitudes de renúncia e gestos generosos”.
“É importante convencer-se de que ‘menos é mais’ e que devemos crescer na sobriedade e na capacidade de gozar com pouco. A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora. Pois as pessoas que saboreiam mais e vivem melhor cada momento são aquelas que deixam de debicar aqui e ali, sempre à procura do que não têm, e experimentam o que significa dar apreço a cada pessoa e a cada coisa, aprendem a familiarizar com as coisas mais simples e sabem alegrar-se com elas”, assinala o Papa em sua encíclica.
O Santo Padre convida também: “Demos graças a Deus antes e depois das refeições, porque neste momento recordamos a nossa dependência de Deus para a vida e fortalecemos a nossa capacidade de ser agradecidos”.

2.- Educar nos diversos âmbitos:

O Pontífice pede para não educar somente no ponto de vista científico, com leis e normas que devem ser cumpridas, mas sim, ir além. “É muito nobre assumir o dever de cuidar da criação com pequenas ações diárias, como por exemplo, evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias”.
A educação pode ser feita através da escola, dos meios de comunicação, da catequese e, sobretudo, através da família.

3.- Exterminar o consumismo compulsivo:

“...as pessoas acabam por ser arrastadas pelo turbilhão das compras e gastos supérfluos. O consumismo obsessivo é o reflexo subjetivo do paradigma tecnoeconômico. Está a acontecer aquilo que já assinalava Romano Guardini: o ser humano ‘aceita os objetos comuns e as formas habituais da vida como lhe são impostos pelos planos nacionais e pelos produtos fabricados em série e, em geral, age assim com a impressão de que tudo isto seja razoável e justo’”, afirma o Santo Padre.
“O referido paradigma faz crer a todos que são livres, pois conservam uma suposta liberdade de consumir, quando na realidade apenas possui a liberdade a minoria que detém o poder econômico e financeiro”.
Nesta confusão, “a humanidade pós-moderna não encontrou uma nova compreensão de si mesma que a possa orientar, e esta falta de identidade é vivida com angústia. Temos demasiados meios para escassos e raquíticos fins”, explica em sua encíclica.

4.- Esquecimento do egoísmo:

O Papa Francisco sustenta: “A situação atual do mundo favorece formas de egoísmo coletivo. Desta maneira, as pessoas se tornam autorreferenciais e se isolam na própria consciência. Pois ‘quanto mais vazio está o coração da pessoa, tanto mais necessita de objetos para comprar, possuir e consumir’. Portanto, devemos ‘sair de nós mesmos rumo ao outro’ e superar o individualismo”.

5.- Conversão interior:

O Pontífice recorda a necessidade de ‘converter-se’, quer dizer, encontrar-se
realmente com Jesus Cristo e iniciar uma vida nova. O cristão deve viver sua vocação admirando a beleza da obra de Deus e protegê-la.

“Convido todos os cristãos a explicitar esta dimensão da sua conversão integral, e suscite aquela sublime fraternidade com a criação inteira que viveu São Francisco de Assis. Para isto é necessário reconhecer os próprios erros, pecados, vícios ou negligências, arrepender-se de coração e mudar por dentro”, afirma o Santo Padre.


Fonte:ACIDIGITAL
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