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Mensagem de Dom Luiz Gonzaga Fechio para a Diocese de Amparo

 
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Belo Horizonte, 6 de janeiro de 2016.

7 de dezembro de 2015. Uma manhã de surpresa e certo temor, convocando-me a uma nova atitude de confiança aos insondáveis desígnios do Senhor! Passaram-se 5 anos, quase exatos, de 21 de dezembro de 2010, quando, logo após uma semana de ter completado 20 anos de padre, recebi a notícia de uma convocação para encontro com o Sr. Núncio Apostólico. Após 6 dias, ou seja, 27, fui comunicado de minha nomeação como bispo de Amparo.

Depois desta rica experiência junto ao acolhedor povo mineiro, num caminho de significativa aprendizagem nos primeiros passos desta bela e desafiadora missão de bispo, este paulista do interior do estado, da cidade de Matão, Diocese de São Carlos, é chamado a retornar ao estado de origem, com um “sim” a uma nova experiência: bispo de Amparo.

Não é surpresa que, em geral, posteriormente a alguns anos como bispo auxiliar, o mesmo receba uma outra nomeação. Com a proximidade de 5 anos de minha chegada e apresentação na Arquidiocese de Belo Horizonte, confesso que, de certa forma, já existia um pensamento de possível transferência, enquanto probabilidade, ainda mais pelas diversas “nomeações extraoficiais” que sempre acontecem. Como era de se prever, com o tempo de vacância da Diocese de Amparo, ela já estava na “lista popular” para este servo.

Mesmo diante de forte possibilidade e consequente pressentimento de mudança, reconheço certo embaraço e decorrente temor pelo novo que estava despontando em minha vida naquela manhã da segunda-feira, 7 de dezembro.

O temor pode significar ausência de confiança, mas também pode representar rica oportunidade para lançar-se com mais convicção na sempre maravilhosa e, ao mesmo tempo, tão desafiadora aventura de “navegar em águas mais profundas”, como o Senhor permanentemente nos convida e garante o êxito que promete.

Na rica doutrina de nossa amada Igreja, a primeira expressão ensinada a nós sobre a missão do bispo é “sucessor dos Apóstolos”. Que tamanha responsabilidade, quando nos conscientizamos do que significou ser seguidor-discípulo do Mestre e apóstolo-missionário d’Aquele que nos chamou e nos enviou a todos! Devo e desejo me esforçar em corresponder ao que o Senhor espera de mim, em cada pessoa que Ele colocar em meu caminho, com o coração de um pastor que precisa sentir o “cheiro da ovelha”, particularmente a de quem menos se costuma ter proximidade, como bela e profundamente se expressou o Papa Francisco. Precisarei do apoio dos padres, colaboradores preciosos em meu ministério, bem como dos diáconos, dos religiosos e religiosas, das autoridades, desejosas de exercer as funções que lhe são devidas, na prática do bem comum. Todos, independentemente do lugar que ocupamos na Igreja e na sociedade, somos chamados pelo Senhor para trabalhar na Sua Messe e tornar este mundo melhor! Por isso, necessito muito da valiosa ação de um laicato comprometido com a causa do Reino, pela sua fundamental consagração batismal.

Chego à querida Diocese de Amparo como o terceiro bispo desta jovem Igreja Particular, no desejo de ser o primeiro servidor. Sinto-me gravemente comprometido à missão de ensinar, governar e santificar este precioso rebanho, no intuito de oferecer minha colaboração, sempre contando com a graça de nosso Bom Deus. Com grande consideração a Dom Francisco José Zugliani, bispo emérito, a quem substituí na Paróquia e no Propedêutico, quando ele foi nomeado como primeiro bispo de Amparo, e ao meu estimado ex-professor na PUC Campinas, Dom Pedro Carlos Cipolini, agora bispo diocesano de Santo André e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, em nossa Igreja no Brasil, peço a oração de cada ovelha deste rebanho para que eu possa corresponder ao que o Bom Pastor deseja de mim. Agradeço, desde já, a acolhida dos irmãos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, particularmente da Província Eclesiástica de Campinas, na pessoa de Dom Airton José dos Santos, arcebispo metropolitano.

Pedi para que, se possível, a data da publicação desta notícia acontecesse justamente neste dia, primeira quarta-feira do ano novo e dia que, comumente, é lembrado como “dos Reis Magos”, mesmo que a Igreja no Brasil celebre no domingo mais próximo, o que, neste ano, aconteceu domingo passado. Desejo muito pedir sua oração, querido irmão e querida irmã, principalmente você, o senhor, a senhora, que é uma preciosa ovelha deste rebanho que me está sendo confiado! “Pela Graça de Deus”, peça para que eu me disponha a oferecer, continuamente, o “presente” do melhor de mim mesmo ao Menino Jesus, com o propósito de que Sua Glória se manifeste, verdadeiramente, mediante o ministério deste frágil instrumento.

Pela significativa ocasião deste maravilhoso Jubileu Extraordinário de um rico Ano Santo, aproximo-me, filialmente, da Senhora da Misericórdia, particularmente dos pequeninos, pedindo-lhe que me faça, perenemente, ter em Seu colo, a experiência da Mãe do Amparo, de quem tanto necessito como singular referência no cuidado carinhoso que o Seu Filho me responsabiliza, sob a condução do Espírito Santo.

+Luiz Gonzaga Fechio





Fonte: Diocese de Amparo
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